<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699</id><updated>2011-11-27T17:30:42.035-08:00</updated><title type='text'>Fernando Pessoa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-7418938641392309160</id><published>2008-11-10T11:53:00.001-08:00</published><updated>2008-11-10T11:53:50.537-08:00</updated><title type='text'>Sou Eu</title><content type='html'>Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo, &lt;br /&gt; Espécie de acessório ou sobressalente próprio, &lt;br /&gt; Arredores irregulares da minha emoção sincera, &lt;br /&gt; Sou eu aqui em mim, sou eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou. &lt;br /&gt; Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.&lt;br /&gt; Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,&lt;br /&gt; Como de um sonho formado sobre realidades mistas,&lt;br /&gt; De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,&lt;br /&gt; Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua, &lt;br /&gt; Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda, &lt;br /&gt; De haver melhor em mim do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa, &lt;br /&gt; Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores, &lt;br /&gt; De haver falhado tudo como tropeçar no capacho, &lt;br /&gt; De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas, &lt;br /&gt; De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,&lt;br /&gt; Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,&lt;br /&gt; De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —&lt;br /&gt; A impressão de pão com manteiga e brinquedos&lt;br /&gt; De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,&lt;br /&gt; De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,&lt;br /&gt; Num ver chover com som lá fora&lt;br /&gt; E não as lágrimas mortas de custar a engolir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Baste, sim baste!  Sou eu mesmo, o trocado,&lt;br /&gt; O emissário sem carta nem credenciais,&lt;br /&gt; O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,&lt;br /&gt; A quem tinem as campainhas da cabeça&lt;br /&gt; Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sou eu mesmo, a charada sincopada&lt;br /&gt; Que ninguém da roda decifra nos serões de província.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sou eu mesmo, que remédio!  ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Álvaro de Campos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-7418938641392309160?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/7418938641392309160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=7418938641392309160' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/7418938641392309160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/7418938641392309160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/11/sou-eu.html' title='Sou Eu'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-5964138809926661647</id><published>2008-11-07T15:06:00.001-08:00</published><updated>2008-11-07T15:06:37.123-08:00</updated><title type='text'>Uma Após Uma</title><content type='html'>Uma após uma as ondas apressadas&lt;br /&gt;Enrolam o seu verde movimento&lt;br /&gt;E chiam a alva 'spuma&lt;br /&gt;No moreno das praias.&lt;br /&gt;Uma após uma as nuvens vagarosas&lt;br /&gt;Rasgam o seu redondo movimento&lt;br /&gt;E o sol aquece o 'spaço&lt;br /&gt;Do ar entre as nuvens 'scassas.&lt;br /&gt;Indiferente a mim e eu a ela,&lt;br /&gt;A natureza deste dia calmo&lt;br /&gt;Furta pouco ao meu senso&lt;br /&gt;De se esvair o tempo.&lt;br /&gt;Só uma vaga pena inconseqüente&lt;br /&gt;Pára um momento à porta da minha alma &lt;br /&gt;E após fitar-me um pouco&lt;br /&gt;Passa, a sorrir de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Reis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-5964138809926661647?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/5964138809926661647/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=5964138809926661647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/5964138809926661647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/5964138809926661647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/11/uma-aps-uma.html' title='Uma Após Uma'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-4209656712323608902</id><published>2008-11-02T16:54:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T16:55:00.265-08:00</updated><title type='text'>A Casa Branca Nau Preta</title><content type='html'>Estou reclinado na poltrona, é tarde, o Verão apagou-se... &lt;br /&gt;Nem sonho, nem cismo, um torpor alastra em meu cérebro... &lt;br /&gt;Não existe manhã para o meu torpor nesta hora... &lt;br /&gt;Ontem foi um mau sonho que alguém teve por mim... &lt;br /&gt;Há uma interrupção lateral na minha consciência... &lt;br /&gt;Continuam encostadas as portas da janela desta tarde &lt;br /&gt;Apesar de as janelas estarem abertas de par em par... &lt;br /&gt;Sigo sem atenção as minhas sensações sem nexo, &lt;br /&gt;E a personalidade que tenho está entre o corpo e a alma... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem dera que houvesse &lt;br /&gt;Um terceiro estado pra alma, se ela tiver só dois... &lt;br /&gt;Um quarto estado pra alma, se são três os que ela tem... &lt;br /&gt;A impossibilidade de tudo quanto eu nem chego a sonhar &lt;br /&gt;Dói-me por detrás das costas da minha consciência de sentir... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As naus seguiram, &lt;br /&gt;Seguiram viagem não sei em que dia escondido, &lt;br /&gt;E a rota que devem seguir estava escrita nos ritmos, &lt;br /&gt;Os ritmos perdidos das canções mortas do marinheiro de sonho... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Árvores paradas da quinta, vistas através da janela, &lt;br /&gt;Árvores estranhas a mim a um ponto inconcebível à consciência de as estar vendo, &lt;br /&gt;Árvores iguais todas a não serem mais que eu vê-las, &lt;br /&gt;Não poder eu fazer qualquer coisa gênero haver árvores que deixasse de doer, &lt;br /&gt;Não poder eu coexistir para o lado de lá com estar-vos vendo do lado de cá. &lt;br /&gt;E poder levantar-me desta poltrona deixando os sonhos no chão... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Que sonhos? ... Eu não sei se sonhei ... Que naus partiram, para onde? &lt;br /&gt;Tive essa impressão sem nexo porque no quadro fronteira  &lt;br /&gt;Naus partem — naus não, barcos, mas as naus estão em mim, &lt;br /&gt;E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta, &lt;br /&gt;Porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta, &lt;br /&gt;E nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quem pôs as formas das árvores dentro da existência das árvores? &lt;br /&gt;Quem deu frondoso a arvoredos, e me deixou por verdecer? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Onde tenho o meu pensamento que me dói estar sem ele, &lt;br /&gt;Sentir sem auxílio de poder para quando quiser, e o mar alto &lt;br /&gt;E a última viagem, sempre para lá, das naus a subir... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não há, substância de pensamento na matéria de alma com que penso ... &lt;br /&gt;Há só janelas abertas de par em par encostadas por causa do calor que já não faz, &lt;br /&gt;E o quintal cheio de luz sem luz agora ainda-agora, e eu. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na vidraça aberta, fronteira ao ângulo com que o meu olhar a colhe &lt;br /&gt;A casa branca distante onde mora... Fecho o olhar... &lt;br /&gt;E os meus olhos fitos na casa branca sem a ver &lt;br /&gt;São outros olhos vendo sem estar fitos nela a nau que se afasta. &lt;br /&gt;E eu, parado, mole, adormecido, &lt;br /&gt;Tenho o mar embalando-me e sofro... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aos próprios palácios distantes a nau que penso não leva. &lt;br /&gt;As escadas dando sobre o mar inatingível ela não alberga. &lt;br /&gt;Aos jardins maravilhosos nas ilhas inexplícitas não deixa. &lt;br /&gt;Tudo perde o sentido com que o abrigo em meu pórtico &lt;br /&gt;E o mar entra por os meus olhos o pórtico cessando. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Caia a noite, não caia a noite, que importa a candeia &lt;br /&gt;Por acender nas casas que não vejo na encosta e eu lá? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Úmida sombra nos sons do tanque noturna sem lua, as rãs rangem, &lt;br /&gt;Coaxar tarde no vale, porque tudo é vale onde o som dói. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Milagre do aparecimento da Senhora das Angústias aos loucos, &lt;br /&gt;Maravilha do enegrecimento do punhal tirado para os atos, &lt;br /&gt;Os olhos fechados, a cabeça pendida contra a coluna certa, &lt;br /&gt;E o mundo para além dos vitrais paisagem sem ruínas... &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A casa branca nau preta... &lt;br /&gt;Felicidade na Austrália...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro de Campos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-4209656712323608902?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/4209656712323608902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=4209656712323608902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/4209656712323608902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/4209656712323608902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/11/casa-branca-nau-preta.html' title='A Casa Branca Nau Preta'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-4895699376303768487</id><published>2008-11-02T16:51:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T16:53:28.462-08:00</updated><title type='text'>A Cada Qual</title><content type='html'>A cada qual, como a 'statura, é dada &lt;br /&gt;A justiça: uns faz altos &lt;br /&gt;O fado, outros felizes. &lt;br /&gt;Nada é prêmio: sucede o que acontece. &lt;br /&gt;Nada, Lídia, devemos &lt;br /&gt;Ao fado, senão tê-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-4895699376303768487?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/4895699376303768487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=4895699376303768487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/4895699376303768487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/4895699376303768487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/11/cada-qual.html' title='A Cada Qual'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-147681656709976072</id><published>2008-11-01T13:20:00.000-07:00</published><updated>2008-11-01T13:21:02.512-07:00</updated><title type='text'>Abat-Jour</title><content type='html'>A lâmpada acesa &lt;br /&gt;(Outrem a acendeu) &lt;br /&gt;Baixa uma beleza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o chão que é meu.&lt;br /&gt;No quarto deserto&lt;br /&gt;Salvo o meu sonhar,&lt;br /&gt;Faz no chão incerto&lt;br /&gt;Um círculo a ondear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre a sombra e a luz&lt;br /&gt;Que oscila no chão&lt;br /&gt;Meu sonho conduz &lt;br /&gt;Minha inatenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei ... Era dia&lt;br /&gt;E longe de aqui...&lt;br /&gt;Quanto me sorria&lt;br /&gt;O que nunca vi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no quarto silente&lt;br /&gt;Com a luz a ondear&lt;br /&gt;Deixei vagamente&lt;br /&gt;Até de sonhar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-147681656709976072?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/147681656709976072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=147681656709976072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/147681656709976072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/147681656709976072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/11/abat-jour.html' title='Abat-Jour'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-1263490461748440800</id><published>2008-11-01T13:19:00.002-07:00</published><updated>2008-11-01T13:20:23.496-07:00</updated><title type='text'>A Aranha</title><content type='html'>A ARANHA do meu destino&lt;br /&gt;Faz teias de eu não pensar.&lt;br /&gt;Não soube o que era em menino,&lt;br /&gt;Sou adulto sem o achar.&lt;br /&gt;É que a teia, de espalhada&lt;br /&gt;Apanhou-me o querer ir...&lt;br /&gt;Sou uma vida baloiçada&lt;br /&gt;Na consciência de existir.&lt;br /&gt;A aranha da minha sorte&lt;br /&gt;Faz teia de muro a muro...&lt;br /&gt;Sou  presa do meu suporte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-1263490461748440800?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/1263490461748440800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=1263490461748440800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/1263490461748440800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/1263490461748440800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/11/aranha.html' title='A Aranha'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-1875187989697795905</id><published>2008-11-01T13:19:00.001-07:00</published><updated>2008-11-01T13:19:44.122-07:00</updated><title type='text'>A Chuva Desce a Ladeira</title><content type='html'>A  ÁGUA da chuva desce a ladeira. &lt;br /&gt;É uma água ansiosa. &lt;br /&gt;Faz lagos e rios pequenos, e cheira &lt;br /&gt;A terra a ditosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos que contam a dor e o pranto &lt;br /&gt;De o amor os não qu'rer... &lt;br /&gt;Mas eu, que também não os tenho, o que canto&lt;br /&gt;É outra coisa qualquer.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-1875187989697795905?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/1875187989697795905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=1875187989697795905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/1875187989697795905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/1875187989697795905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/11/chuva-desce-ladeira.html' title='A Chuva Desce a Ladeira'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-7750108990755306417</id><published>2008-10-31T13:50:00.000-07:00</published><updated>2008-10-31T13:51:20.942-07:00</updated><title type='text'>A água chia no púcaro que elevo à boca</title><content type='html'>A água chia no púcaro que elevo à boca.&lt;br /&gt;«É um som fresco» diz-me quem me dá a bebê-la.&lt;br /&gt;Sorrio. O som é só um som de chiar.&lt;br /&gt;Bebo a água sem ouvir nada com a minha garganta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Caeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-7750108990755306417?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/7750108990755306417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=7750108990755306417' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/7750108990755306417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/7750108990755306417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/10/gua-chia-no-pcaro-que-elevo-boca.html' title='A água chia no púcaro que elevo à boca'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-5922904920195091487</id><published>2008-10-29T15:11:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T15:13:06.958-07:00</updated><title type='text'>Abelha</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CRod%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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 &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Da espécie de que vive.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Ela é a mesma que outra que não ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Só nós — ó tempo, ó alma, ó vida, ó morte! —&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Mortalmente compramos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Ter mais vida que a vida.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Ricardo Reis&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-5922904920195091487?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/5922904920195091487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=5922904920195091487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/5922904920195091487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/5922904920195091487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/10/abelha.html' title='Abelha'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-3852395638528228063</id><published>2008-10-28T17:16:00.000-07:00</published><updated>2008-10-28T17:17:36.560-07:00</updated><title type='text'>Outros Versos Quaisquer</title><content type='html'>Vive um momento com saudade dele &lt;br /&gt;Já ao vivê-lo . . . &lt;br /&gt;Barcas vazias, sempre nos impele &lt;br /&gt;Como a um solto cabelo &lt;br /&gt;Um vento para longe, e não sabemos, &lt;br /&gt;Ao viver, que sentimos ou queremos . . . &lt;br /&gt;Demo-nos pois a consciência disto &lt;br /&gt;Como de um lago &lt;br /&gt;Posto em paisagens de torpor mortiço &lt;br /&gt;Sob um céu ermo e vago, &lt;br /&gt;E que nossa consciência de nós seja &lt;br /&gt;Uma cousa que nada já deseja . . . &lt;br /&gt;Assim idênticos à hora toda &lt;br /&gt;Em seu pleno sabor, &lt;br /&gt;Nossa vida será nossa anteboda: &lt;br /&gt;Não nós, mas uma cor, &lt;br /&gt;Um perfume, um meneio de arvoredo, &lt;br /&gt;E a morte não virá nem tarde ou cedo . . . &lt;br /&gt;Porque o que importa é que já nada importe . . . &lt;br /&gt;Nada nos vale &lt;br /&gt;Que se debruce sobre nós a Sorte, &lt;br /&gt;Ou, tênue e longe, cale &lt;br /&gt;Seus gestos . . . Tudo é o mesmo . . . Eis o momento . . . &lt;br /&gt;Sejamo-lo . . . Pra quê o pensamento? . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-3852395638528228063?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/3852395638528228063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=3852395638528228063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/3852395638528228063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/3852395638528228063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/10/outros-versos-quaisquer.html' title='Outros Versos Quaisquer'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-6652617633798883489</id><published>2008-10-27T15:53:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T15:54:38.185-07:00</updated><title type='text'>Abismo</title><content type='html'>&lt;p&gt;OLHO O TEJO, e de tal arte &lt;br /&gt;            Que me esquece olhar olhando, &lt;br /&gt;            E súbito isto me bate &lt;br /&gt;            De encontro ao devaneando - &lt;br /&gt;            O que é ser-rio, e correr? &lt;br /&gt;            O que é está-lo eu a ver?   &lt;/p&gt;             &lt;p&gt;Sinto de repente pouco, &lt;br /&gt;            Vácuo, o momento, o lugar. &lt;br /&gt;            Tudo de repente é oco - &lt;br /&gt;            Mesmo o meu estar a pensar. &lt;br /&gt;            Tudo - eu e o mundo em redor - &lt;br /&gt;            Fica mais que exterior.   &lt;/p&gt;             &lt;p&gt;Perde tudo o ser, ficar, &lt;br /&gt;            E do pensar se me some. &lt;br /&gt;            Fico sem poder ligar &lt;br /&gt;            Ser, idéia, alma de nome &lt;br /&gt;            A mim, à terra e aos céus...   &lt;/p&gt;             &lt;p&gt;E súbito encontro Deus. &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-6652617633798883489?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/6652617633798883489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=6652617633798883489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/6652617633798883489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/6652617633798883489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/10/abismo.html' title='Abismo'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-1642986570538258847</id><published>2008-10-26T12:40:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T16:42:15.374-07:00</updated><title type='text'>do Cancioneiro...</title><content type='html'>Baladas de uma outra terra, aliadas&lt;br /&gt;Às saudades das fadas, amadas por gnomos idos,&lt;br /&gt;Retinem lívidas ainda aos ouvidos&lt;br /&gt;Dos luares das altas noites aladas...&lt;br /&gt;Pelos canais barcas erradas&lt;br /&gt;Segredam-se rumos descridos... &lt;br /&gt;E tresloucadas ou casadas com o som das baladas, &lt;br /&gt;As fadas são belas e as estrelas&lt;br /&gt;São delas... Ei-las alheadas... &lt;br /&gt;E sao fumos os rumos das barcas sonhadas,&lt;br /&gt;Nos canais fatais iguais de erradas,&lt;br /&gt;As barcas parcas das fadas,&lt;br /&gt;Das fadas aladas e hiemais&lt;br /&gt;E caladas... &lt;br /&gt;Toadas afastadas, irreais, de baladas...&lt;br /&gt;Ais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fernando Pessoa &lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-1642986570538258847?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/1642986570538258847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=1642986570538258847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/1642986570538258847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/1642986570538258847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/10/do-cancioneiro.html' title='do Cancioneiro...'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-636122653871532699.post-6677001681056533961</id><published>2008-10-25T14:04:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T16:42:47.299-07:00</updated><title type='text'>Abdicação</title><content type='html'>Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços&lt;br /&gt;E chama-me teu filho.&lt;br /&gt;                  Eu sou um rei&lt;br /&gt;que voluntariamente abandonei&lt;br /&gt;O meu trono de sonhos e cansaços.   &lt;p&gt;Minha espada, pesada a braços lassos,&lt;br /&gt;Em mão viris e calmas entreguei;&lt;br /&gt;E meu cetro e coroa — eu os deixei&lt;br /&gt;Na antecâmara, feitos em pedaços   &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Minha cota de malha, tão inútil,&lt;br /&gt;Minhas esporas de um tinir tão fútil,&lt;br /&gt;Deixei-as pela fria escadaria.   &lt;/p&gt;Despi a realeza, corpo e alma,&lt;br /&gt;E regressei à noite antiga e calma&lt;br /&gt;Como a paisagem ao morrer do dia.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/636122653871532699-6677001681056533961?l=feijokabieira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://feijokabieira.blogspot.com/feeds/6677001681056533961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=636122653871532699&amp;postID=6677001681056533961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/6677001681056533961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/636122653871532699/posts/default/6677001681056533961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://feijokabieira.blogspot.com/2008/10/abdicao.html' title='Abdicação'/><author><name>Ricardo Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01485695009980480804</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
